Atualizado 05/12/2017

Indústria cresce 5,3% em outubro e tem a maior taxa desde 2013

Resultado foi puxado pela produção de veículos. Na comparação com setembro, produção teve segunda alta seguida, de 0,2%

A produção da indústria brasileira cresceu 5,3% em relação a outubro do ano passado. Essa foi a sexta alta seguida nessa base de comparação e a mais forte desde abril de 2013, quando chegou a 9,8%. Os números foram divulgados nesta terça-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do resultado positivo, a produção brasileira ainda permanece no nível do início de 2009. "Sem contar que estamos 17,2% abaixo do ponto mais alto da série, que foi em junho de 2013", disse André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

A indústria acumula resultado negativo no ano. De acordo com dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro conhecidos na semana passada, de janeiro a setembro, a atividade recuou 0,9%.

O setor de veículos automotores, reboques e carrocerias produziu 27,4% mais do que em 2016 e contribuiu com o resultado positivo da indústria em geral. Também cresceram as produções de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (22%) e das indústrias extrativas (3,1%), entre outros. Na contramão, caiu a produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.

Já frente a setembro, a atividade subiu 0,2%, o segundo avanço consecutivo, de acordo com o IBGE. Nessa base de comparação, aumentaram as produções de farmoquímicos e farmacêuticos (20,3%) e de bebidas (4,8%), seguidas por vestuário e acessórios (4,3%). Por outro lado, recuou a produção de produtos alimentícios (-5,7%).

"Esse é o segundo resultado positivo em sequência. Nesse período, a gente tem um ganho acumulado de 0,6%, revertendo em parte as perdas registradas em agosto", destacou.

 

“Todo aquele passado de perdas, principalmente as observadas em 2015, estão mesmo no passado. Mas isso está longe de ser uma leitura de uma recuperação rápida, que vai repor rapidamente aquelas perdas todas. Essa recuperação se dará de forma lenta e gradual”, apontou o pesquisador.

Fonte: G1.com
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