Atualizado 21/02/2018

Sete em cada dez casas têm acesso à internet no Brasil, diz IBGE

Na região Nordeste, no entanto, apenas 56,6% dos domicílios estão conectados, segundo os dados da Pnad Contínua divulgados nesta quarta (21)

Sete em cada 10 domicílios no Brasil têm acesso à internet. É o que mostra a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta quarta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o levantamento, no quarto trimestre de 2016 a internet estava presente em 69,3% dos 69 318 milhões de lares. Na maioria dos domicílios nas Grandes Regiões, o número de casas com acesso à rede fica em: Sudeste, 76,7%; Centro-Oeste, 74,7%; Sul, 71,3%; Norte, 62,4%; e Nordeste, 56,6%.

Nos 21 247 milhões de domicílios em que as pessoas não usavam internet, os motivos mais recorrentes foram: falta de interesse em acessar (34,8%); preço de acesso era caro (29,6%); nenhum morador sabia usar (20,7%). Os casos menos comum foram: internet não estava disponível na área do domicílio (8,1%); equipamento eletrônico necessário para acessar era caro (3,5%).

Na região Nordeste, no entanto, a maior justificativa para a falta de internet em casa foi a de que o preço era alto. O valor, por sua vez, ficou em segundo lugar nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

Ainda de acordo com os dados levantados pelo instituto de pesquisa, na Região Norte o serviço de acesso à Internet não estar disponível na área do domicílio foi o segundo motivo mais citado (24,4%), número muito acima do apontado nas demais Grandes Regiões.

Meio de acesso à internet

O meio mais utilizado pelos brasileiros para acessar a Internet em casa foi o celular, presente em 46 735 milhões de casas. O celular era usado para acessar a internet em 97,2% dos 48 070 milhões de lares. O microcomputador veio em segundo lugar (57,8%), seguido do tablete (17,8%) e da televisão (11,7%). Equipamento diverso foi usado em 1,3% das residências.

Celular é usado por 97,2% da população para navegar na web

Celular é usado por 97,2% da população para navegar na web

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Apesar de o celular ser a maneira mais usada para acesso à rede, apenas em 38,6% das casas utiliza somente esse meio para navegar.

Um milhão de brasileiros utilizaram a velha internet discada em 2016, segundo o IBGE. A maior parte foi no Sudeste (515 mil) e no Nordeste (197 mil). Apesar disso, esse número representa apenas 0,9% do total de pessoas que utilizaram internet naquele ano. A maioria (99,6%) usou banda larga fixa ou móvel.

Posse de celular para uso pessoal

No Brasil, 77,1% da população de 10 anos ou mais de idade tinha telefone aparelho celular para uso pessoal na época da pesquisa. Nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a posse de celular para uso pessoal ultrapassou 80%. Porém, nas Regiões Norte e Nordeste ainda não alcançou 70%.

Motivo de não ter telefone celular para uso pessoal

No país, 41 104 milhhões de pessoas não tinham celular para uso pessoal, representando contingente de 22,9% da população de 10 anos ou mais de idade. Os motivos alegados foram: aparelho telefônico era caro (25,9%); falta de interesse em ter celular (22,1%); costumavam usar o celular de outra pessoa (20,6%); não sabiam usar celular (19,6%).

Existência de televisão no domicílio

A pesquisa também mostrou que o uso de televisão já estava praticamente universalizado nas casas do Brasil. Apenas 2,8% do total de 69 318 milhões de domicílios não tinham aparelho televisor no quarto trimestre de 2016. A Região Norte apresentou maior percentual de casas sem TV: 6,3%. Em segundo lugar ficou a Região Nordeste (3,8%), seguida do Centro-Oeste (3,1%).

Apesar de as televisões de tubo não serem mais fabricadas, os aparelhos com tal tecnologia ainda estavam presentes nos domicílios. Independentemente de existir o aparelho de tela fina (LED, LCD ou plasma), 46,2% das casas ainda tinham TV de tubo. Já os aparelhos de tela fina ocuparam 66,8% dos lares.

Uso da televisão está praticamente universalizada

Uso da televisão está praticamente universalizada

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Em todas as regiões do país, 13% dos domicílios tinham televisão dos dois tipos: de tubo e de tela fina. No total de casas com televisão do Brasil (67 375 milhões), existiam 102 633 milhões de televisões (63,4% tela fina e 36,6% de tubo).

Existência de telefone na residência

Ainda de acordo com os dados da pesquisa, apenas 5,4% das casas particulares permanentes do Brasil não tinha qualquer tipo de telefone. A ausência mais elevada foi nos domicílios das Regiões Nordeste (10,0%) e Norte (10,7%). Já as Regiões Centro-Oeste (2,4%), Sul (3,0%) e Sudeste (3,2%) tiveram índices mais baixos.

O número de residências em que existia somente o telefone fixo convencional foi baixo: 2%. Por sua vez, a parcela dos lares em que existia apenas telefone móvel celular ficou em 60,9%.

Existência de microcomputador e de tablet

A pesquisa mostrou que existe computados em 45,3% (31 377 milhões) casas. Nas Grandes regiões, ficou dividido em: Norte (28,1%), Nordeste (29,9%), Centro-Oeste (47,4%), Sul (53,5%) e Sudeste (54,2%).

As residências com existência de tablet (10 488 milhões) representaram cerca de um terço das que tinham computador.

Sinal Digital

O acesso aos canais de televisão por meio do sinal analógico está entrando, gradualmente, em extinção e sendo substituídas pela tecnologia digital. Quando o sinal analógico foi completamente desligado, apenas aparelhos com conversor, televisão por assinatura ou antena parabólica receberão o sinal.

De acordo com a pesquisa, 71,5% das casas tinham televisão com conversor (integrado ou adaptado) para receber o sinal digital de televisão aberta.

Sinal de televisão por antena parabólica

A antena parabólica capta, via satélite, sinal de televisão em áreas que não são completamente atendidas por meio de antenas terrestres, o que acontece com mais frequência longe dos grandes centros ou nas periferias.

As casas com sinal de televisão por meio de antena parabólica correspondiam a 34,8% daqueles com televisão. O índice ficou mais elevado nas Regiões Norte (41,1%) e Nordeste (48,2%). As taxas nas demais regiões foram consideravelmente menores: Sudeste (24,8%), Sul (35,9%) e Centro-Oeste (38,0%).

Serviço de televisão por assinatura

O serviço de televisão por assinatura foi utilizado em 33,7% das casas com televisão no Brasil. Nas casas que não tinham televisão por assinatura, o principal motivo alegado foi o preço: 55,5% não tinham o serviço por considerarem caro. A segunda principal razão indicada foi a de não existir interesse pelo serviço (39,8%). Somente 2,3% desses domicílios não tinham o serviço por este não estar disponível na área em que moravam.

Crianças conectadas

A pesquisa abrangeu as pessoas de 10 anos ou mais de idade que faziam uso pessoal da internet, por qualquer meio e em qualquer local, no período dos 90 dias antes da data da investigação. Na população de 179 424 milhões de pessoas de 10 anos ou mais, 64,7% utilizaram a internet no período de referência dos últimos três meses. As menores taxas foram observadas nas Regiões Nordeste (52,3%) e Norte (54,3%).

A parcela de homens que navegou na web foi de 63,8% e a de mulheres, 65,5%. Nas Regiões Sudeste e Sul, não houve diferença significativa entre homens e mulheres.

O uso da internet aumenta conforme o crescimento da idade, atingindo o máximo entre os adultos jovens de 18 a 24 anos, começando a declinar logo a seguir.

Na faixa etária dos 10 aos 13 anos, 66,3% das pessoas utilizaram a web. Nos grupos entre 18 ou 19 anos e 20 a 24 anos, os percentuais ficaram praticamente iguais (85,4% e 85,2%, respectivamente). Na faixa de 60 anos ou mais, o índice cai para 24,7%.

De acordo com o estudo, os números indicam que o uso das tecnologias na população adulta é mais lento com o aumento da idade. Tal comportamento foi observado tanto nos homens quanto nas mulheres.

Na população de 10 anos ou mais, os estudantes representavam 20,7%. Na população estudantil, 81,2% usaram a internet. No universo não-estudantil, 60,4% não usaram a internet, marcando uma diferença de 22,4%.

Outro dado chama a atenção: a parcela dos que acessaram a web entre os estudantes da rede privada foi de 97,4%. Na rede pública, no entanto, a taxa ficou em 75%.

O nível de instrução também é uma característica que influencia no uso da internet. De acordo com o IBGE, as chances de as pessoas usarem as novas Tecnologias de Informação e Comunicação, como a Internet, aumentam de acordo com a elevação do nível de instrução. Apenas 11,2% das pessoas sem instrução usaram a internet.

Entre as pessoas com o ensino fundamental incompleto, a taxa subiu para 43,6%, crescendo de acordo com o maior nível de instrução e atingindo 97,1% entre as pessoas com superior incompleto. Entre os com superior completo, o índice caiu para 95,7%. A queda se explica por existirem mais jovens no grupo das pessoas com superior incompleto do que no daquelas com superior completo.

Fonte: R7.COM
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