Atualizado 07/12/2018

Da calorosa Buenos Aires à frieza de Madri: final entre River e Boca muda de estação

Finalistas sentem a diferença drástica entre o verão da América do Sul e o inverno europeu, entre estádios lotados para treinos e o isolamento dos complexos esportivos em Madri

Todo o contrário. Três dias antes da decisão da Libertadores, Boca Juniors e River Plate sentiram a diferença drástica entre o verão da América do Sul e o inverno europeu, entre estádios lotados para treinos e o isolamento dos complexos esportivos usados pelos dois times para treinar em Madri. A previsão de 30 graus para domingo em Buenos Aires caiu para a mínima de 1 e máxima de 15 na capital espanhola para o dia da final.

– Sabe por qual portão eles vão chegar? Ah, já entraram? Puxa, pede para alguém vir aqui fora, tirar uma foto, dar um autógrafo...

O apelo era de José Brodersen, técnico em informática, argentino de Tucumán, mas morador de Madri há alguns anos. Sem conseguir comprar ingressos para a final no Santiago Bernabéu – "tudo foi parar na mão de cambistas" – levou o filho Einar, de 2 anos para tentar ver o River Plate treinar no CT do Real Madrid.

Mais sorte teve o dentista Piero Amendolagine, também argentino, também morador de Madri, que conseguiu ingressos para ele e a mulher Paola (também argentina) pelos canais oficiais. Sobrou ao pequeno Einar posar com Piero na porta do CT do River.

A noite caiu, o frio chegou, a temperatura baixou dos 10 graus e José foi embora sem autógrafo nem foto. Mais cedo, cenas semelhantes foram vistas na porta do CT da seleção espanhola, também nos arredores de Madri, onde alguns torcedores do Boca se juntaram na esperança de conseguir algum contato com o time.

Enquanto os argentinos que moram na Espanha fazem o possível (e fracassam) para ter algum contato com seus ídolos, os argentinos que chegam à Espanha são recebidos com um misto de euforia e desconfiança.

Fonte: GLOBO ESPORTE
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