Atualizado 15/04/2019

Fifa bane José Maria Marin permanentemente e aplica multa de R$ 3,8 milhões por suborno

Câmara de decisão do Comitê de Ética toma decisão final sobre ex-presidente da CBF, que está preso nos Estados Unidos desde 2015

O presidente Jair Bolsonaro recebeu na manhã desta segunda-feira, no Palácio do Planalto, o advogado Sérgio Pitombo, que o representa no caso envolvendo Adélio Bispo, autor do atentado a faca sofrido pelo então candidato durante a campanha presidencial. De acordo com Pitombo, o encontro foi feito apenas para tratar do andamento dos processos em que ele atua como advogado do presidente. "Dar uma satisfação de como estavam, apenas isso", disse ele, que também atua na defesa de Bolsonaro na ação em que o presidente é réu no Supremo Tribunal Federal por injúria e incitação ao crime de estupro, relativo a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS).

Este caso está suspenso desde o início do ano porque a Constituição Federal proíbe que o presidente seja responsabilizado por atos anteriores ao mandato. No processo que investiga a facada contra Bolsonaro, um dos últimos andamentos foi o parecer do Ministério Público Federal (MPF) enviado à Justiça Federal em Juiz de Fora (MG). Como mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o órgão concluiu que Adélio é semi-imputável, ou seja, não tem inteira capacidade de compreender que o ato cometido era ilícito e, por isso, pode ter pena reduzida em caso de condenação.

O posicionamento do MPF tem como base laudos periciais constantes no processo realizado por peritos psiquiátricos. Segundo o advogado de Adélio, Zanone Manuel de Oliveira Júnior, caso a Justiça siga o posicionamento da Procuradoria, a pena de seu cliente pode ser reduzida de dez para dois anos de prisão - a pena para o crime enquadrado no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional é de seis a 20 anos de reclusão.

Preso desde 2015 e condenado pela Justiça dos Estados Unidos no ano passado, José Maria Marin também teve processo finalizado no Comitê de Ética da Fifa. A câmara decisória do órgão anunciou nesta segunda-feira que o ex-presidente da CBF foi banido de forma permanente, após ser considerado culpado por suborno.

O ex-dirigente também foi multado em 1 milhão de francos suíços (R$ 3,8 milhões). Marin pode recorrer à Câmara de Apelações da própria Fifa e, depois, ao Tribunal Arbitral do Esporte.

- A investigação sobre o senhor Marin revelou vários esquemas de suborno, em particular entre 2012 e 2015, na relação com seu papel em conceder contratos a empresas de mídia e direitos de marketing de competições da Conmebol, Concacaf e CBF - diz o comunicado da Fifa.

Marin já havia sido banido de forma temporária anteriormente, mas a Fifa aguardava a resolução de seu processo na Justiça norte-americana para concluir seu caso junto ao Conselho de Ética. Em agosto do ano passado, o ex-presidente da CBF foi condenado a quatro anos de prisão pela juíza Pamela Chen por envolvimento em esquemas de corrupção.

Antes disso, Marin já estava detido nos EUA, desde maio de 2015, quando uma operação durante um congresso da Fifa levou à prisão diversos dirigentes do alto escalão do futebol. Ele permaneceu em prisão domiciliar até dezembro de 2017, quando foi considerado culpado e ficou aguardando sua sentença.

Fonte: GLOBOESPORTE.COM
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