Atualizado 16/10/2018

Homem preso ao furar banheiros químicos para espiar mulheres é pastor evangélico

Peterson William Fontes é bispo de igreja em Vicente Pires, no DF. Religioso vai responder por importunação sexual e dano.

O homem preso ao ser flagrado furando banheiros químicos para espiar mulheres é pastor evangélico. Peterson William Fontes, de 41 anos, é bispo do Ministério Atraindo as Nações ao Altar de Deus, em Vicente Pires, no Distrito Federal.

O religioso foi detido no domingo (14), após denúncias de testemunhas que passavam pelo Parque da Cidade. Ele carregava uma serra manual, uma faca grande, um maçarico e um tubo de combustível.

De acordo a Polícia Civil, além da tentativa de espionar mulheres, Fontes tentou forçar a porta de um banheiro químico ocupado por uma mulher. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Polícia.

Banheiros químicos perfurados por homem detido no Parque da Cidade, em Brasília — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Banheiros químicos perfurados por homem detido no Parque da Cidade, em Brasília — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Banheiros químicos perfurados por homem detido no Parque da Cidade, em Brasília — Foto: Polícia Militar/Divulgação

 

Ainda detido

 

Até as 12h desta terça-feira (16), o pastor continuava preso, aguardando a audiência de custódia. Ele vai responder na Justiça pelos crimes de importunação sexual e dano. Juntas, as penas podem chegar a cinco anos e meio de prisão.

G1 tentou contato com a igreja na qual o pastor congrega, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. Ele ainda não designou um advogado de defesa.

 

Pena mais rígida

 

lei que tipifica crimes de importunação sexual entrou em vigor em 24 de setembro. Só nos primeiros 15 dias de vigência, o Distrito Federal registrou cinco crimes com essa denominação.

 

Antes, a importunação ofensiva ao pudor era apenas uma "contravenção", ou seja, um crime de menor potencial ofensivo. Com isso, a única pena prevista era de multa. Agora, o crime prevê penas de 1 a 5 anos de prisão, e e é inafiançável.

O texto também aumentou as penas nos casos de estupro coletivo, quando cometido por duas ou mais pessoas. Divulgação de imagens de estupro, cenas de nudez, sexo ou pornografia, sem o consentimento da vítima, também é passível de detenção.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

Fonte: G1.GLOBO
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