Atualizado 03/06/2019

Justiça mantém prisão de mãe e companheira suspeitas de matar menino de 9 anos no DF

Criança teve o corpo esquartejado e escondido dentro de mala. Casal foi preso em flagrante após mulher deixar restos mortais em bueiro de Samambaia.

A Justiça do Distrito Federal converteu em preventiva – por tempo indeterminado – a prisão das duas mulheres suspeitas de matar e esquartejar um menino de 9 anos. A criança foi morta em casa, nessa sexta-feira (31), e partes do corpo dela, escondidas em uma mala deixada dentro de um bueiro, em Samambaia (veja detalhes abaixo).

De acordo com a Polícia Civil, a mãe do menino, Rosana Auri da Silva Cândido, de 27 anos, cometeu o crime com a ajuda da companheira dela, Kacyla Pryscila Santiago Damasceno Pessoa, 28. As duas foram presas em flagrante no sábado (1º).

Na audiência de custódia, a juíza Simone Garcia Pena defendeu a legalidade da prisão e negou a soltura do casal. A magistrada considerou que o caso é de "especial gravidade", já que o crime foi praticado contra uma criança – filho de uma das autuadas (Rosana).

Além disso, a Justiça determinou que as mulheres sejam colocadas em cela separada de outras detentas "em razão da repercussão dos fatos".

Rosana e Kacyla vão ser levadas para a ala feminina do Complexo Penitenciário da Papuda (Colmeia). O G1 não localizou a defesa das mulheres presas.

 

O crime

 

O corpo do menino foi encontrado esquartejado dentro de uma mala deixada na quadra QR 425 de Samambaia, no DF. Partes da vítima foram localizadas por moradores da região.

Por volta de 1h30 desse sábado (1º), um grupo de jovens que jogava futebol em uma quadra de Samambaia Norte viu Rosana deixando uma mala em um bueiro. Por estranharem a situação, o grupo chamou a Polícia Militar. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil também foram acionados.

"As moradoras teriam desfigurado o rosto, queimado em uma churrasqueira e, em seguida, colocado partes dele em uma mala e mochilas para descartes", diz trecho da ocorrência policial.

Uma criança de 8 anos também estava na casa onde houve o crime e foi levada para um abrigo pelo Conselho Tutelar. O pai da menina chegou nesse domingo (2) em Brasília, mas ainda não recebeu autorização da Justiça para viajar com a criança. A família mora em Rio Branco, no Acre.

 

Anos de buscas

 

Segundo o pai da menina, o servidor público Rodrigo Oliveira, a filha foi sequestrada pela mãe – Kacyla Pryscila Pessoa – em dezembro de 2014. Ela e Rosana, com quem mantinha um relacionamento homoafetivo, tinham viajado com as duas crianças sem a autorização dos pais.

Ele conversou com o G1 e contou como foram os cinco anos de procura pela filha. O pai da menina diz que a última vez que viu fotografias da criança foi em 2017, em uma rede social. A família fazia buscas constantes na internet com a ajuda do avô do menino assassinado.

 

"Foram cinco anos angustiantes. Foram anos de uma caça pelo paradeiro dela, que só teve fim com essa tragédia, infelizmente."

Fonte: G1.GLOBO
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