Atualizado 19/06/2018

Ministério da Saúde aponta que surto de toxoplasmose “está desaparecendo”

Coordenador admitiu em Santa Maria que ainda não há indicação da origem da doença

Um representante do Ministério da Saúde afirmou, nesta segunda-feira, que o surto de toxoplasmose na região de Santa Maria está desaparecendo. "O gráfico aponta que o maior pico passou", comentou Renato Vieira Alves, coordenador-geral de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, em entrevista coletiva na 4ª Coordenadoria Regional de Saúde.

 

 

Ele reconheceu que "não existem dados até o momento que apontem a origem do surto". O material apurado (foram aplicados 160 questionários junto às pessoas diagnosticadas com toxoplasmose e, também, coletado sangue) continua sendo investigado, entretanto.

 

Vieira Alves destacou que a principal preocupação é a de não faltar atendimento e medicamentos para os pacientes que tiveram a doença confirmada, continuar a investigação e alertar para a prevenção; sem descartar o retorno dos técnicos do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSus) para a região.

 

Estoque de medicamentos é suficiente

 

 

Sobre os medicamentos, o titular da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, Roberto Schorn, relatou que o estoque é suficiente para mais três meses. "Se precisar mais, podemos solicitar através de uma parceria com as Secretarias de Saúde de São Paulo e Paraná", acrescentou.

 

O Superintendente em Vigilância em Saúde da Prefeitura, Alexandre Streb, informou que profissionais estão trabalhando para descobrir a origem da doença e continuarão realizando ações de fiscalização. "Não ingerir carnes cruas ou mal cozidas e lavar as verduras e frutas" são medidas de controle, enfatizou. "As gestantes com qualquer sintoma de doença devem procurar o médico que acompanha o seu pré-natal", salientou.

 

Novo boletim

 

Novo boletim da doença, divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria Estadual de Saúde e prefeitura, aponta que o número de casos confirmados passou de 510 para 569, sendo que 50 destes envolvem gestantes. Desde o início da investigação, em 16 de abril, houve 1.430 notificações, com 1.103 registros suspeitos. Destes, além dos confirmados, há 312 casos em investigação e 222 descartados. O boletim também mostra três óbitos fetais e dois abortos em razão de toxoplasmose.

Fonte: JORNAL CORREIO DO POVO
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